Mentes retrógradas – Autarca de Pombal

Criado por Filipe A. 21 Julho 2009 2 Comentários

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Categorias: Notícias

Narciso diz que a homossexualidade não está com a “essência da vida humana”
Autarca de Pombal defende terapias para causas contraproducentes à “essência da vida humana” …

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O presidente da Câmara Municipal de Pombal considera que a homossexualidade “não está em sintonia com aquilo que é a razão natural da vida” e aponta-a como um dos tipos de violência. Narciso Mota falava na sessão de encerramento das primeiras jornadas ibéricas sobre violência, que decorreu na passada semana em Pombal, numa organização da Associação de Pais e Educadores para a Infância (APEPI).

“A violência não está só restrita, infelizmente e lamentavelmente, às mulheres” começou por dizer o autarca, acrescentando que “nós encontramos neste mundo contemporâneo muitos tipos de violências: a violência provocada por aquelas pessoas que são toxicodependentes, a violência das pessoas que são alcoólicas, a violência das pessoas sem rosto, sem carácter, sem ética, que mandam blogs anónimos, mandam cartas anónimas, entrando na privacidade das famílias e das pessoas, a violência da pedofilia, e a violência da homossexualidade, que não está em sintonia com aquilo que é a razão natural da vida”.

Narciso Mota disse que gostaria que “houvesse terapeutas para tratar todas essas causas que dão origem a problemas complicados, e aquelas causas contraproducentes àquilo que é a essência da vida humana, toxicodependência, práticas contraproducentes, homossexualidade e pedofilia”. “Não se facilite, em termos democráticos, aquilo que é contra natura, aquilo que não está na essência daquilo que a gente pretende, em termos de história, de dignificar aquilo que é a pessoa humana”, adiantou.

Para o autarca social-democrata a violência “é muito abrangente” pelo que se referiu aos homens que “não têm a ternura, o carinho e o amor das mulheres” porque “há condições para se tornarem também violentas, por não receberem aquilo a que têm direito”. Na opinião de Narciso Mota, “essas mulheres antes de serem vítimas de violência ou fazerem violência, vão ao encontro dos homens de boa vontade que tenham carinho, ternura e amor para oferecer”.

A terminar, o autarca desejou que “se acabe, de uma vez por todas, na nossa sociedade com essas práticas que não estão em sintonia com aquilo que é tão sublime, tão nobre, como é o amor, quer seja fraterno, quer seja materno, quer seja aquele amor de proximidade pró-criativo e que está em sintonia com os desígnios de Deus”.

Fonte: Notícias do centro

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2 Comentários

  1. Carlos diz:

    Cada um tem direito às suas opiniões, a expressar de forma clara aquilo que pensa, embora o deva fazer sem arrogância e de forma a não provocar ofensas a outros.

    Não devemos ter a pretensão de que tudo sabemos ou que somos mais perfeitos que os outros, cada um têm apetências próprias.

    É lamentável que se façam alguns comentários ou até mesmo declarações e que se invoquem factos históricos ou bíblicos quando não nos documentamos o suficiente para o fazer.

    Devo, apenas, pedir humildemente que antes de se fazerem determinadas declarações, afirmações ou emitirem opiniões, que se reflicta e se documentem sobre elas.

    Será que não devemos incluir este tipo de declarações no patamar da violência? Da ofensa a terceiros? Afinal, com que coerência podemos nós defender a paz e a harmonia?

    Afinal que valores estamos a transmitir ao nossos filhos? Serão valores de xenófobos? Serão valores marginalizantes?

    E se coisas hão contra natura, essas foram e são criadas pela mão e mente do homem! Não por erro da NATUREZA…

  2. Raúl Calazans diz:

    A maior das violências é sem dúvida a corrupção, que é praticada pelos que são eleitos para representarem os seus concidadãos, e é essa não foi aqui recordada por este autarca… Porque seria????
    É que os autarcas corruptos apoderam-se do alheio, roubam e enganam os que neles confiam, prejudicam toda a comunidade, sejam eles homens ou mulheres de qualquer orientação sexual, crianças ou idosos.
    A corrupção – que é privilégio dos poderosos, sejam eles governantes nacionais ou locais- é sem margem para dúvida um crime muito grave, porque atinge todos indiscriminadamente e a todos vitimiza, e é sempre bom não o esquecer quando se fala de violência, como parece ser o caso.
    E já que se fala nos desígnios de Deus, a corrupção vai contra o postulado divino “amai-vos uns aos outros como irmãos” – e contra o mandamento “não roubarás”. No caso do artigo do nosso autarca vai ainda contra o Mandamento que determina “não invocarás o Santo Nome de Deus em vão” sobretudo para assuntos que são do foro íntimo de cada um. Para quem acredita em Deus, e para isso só a fé é solução, o Homem foi criado dotado de livre arbítrio até para escolher o seu parceiro.
    Já agora, que dizer dos que, por amor de Deus, não são nem heteros nem homos, são assexuados como é o caso dos clérigos? Será que esta atitude também é uma violência? Aparentemente também não procuram o carinho das mulheres, nem são pró-criativos ou pelo menos dizem que não o fazem e são chamados de santos… (pode sempre suceder que procurem esse carinho nas mulheres dos outros ou nos homossexuais, quem pode saber?)
    Ele há cada um!!!!

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